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Hip Hop 2.0 - Parte 3 - Redes sociais

Retomando os posts sobre a adaptação do Hip Hop à nova realidade da internet. Este post é sobre redes sociais e a forma como estão a ser utilizadas pelos artistas.

Facebok

Como é evidente, não vou explicar para que serve o facebook e como é que se usa. Mas acho importante sublinhar o que é que o facebook não é. O facebook não é um substituto de uma campanha de lançamento. É estarrecedor para mim a quantidade de mcs que decidem que vão lançar um álbum, um EP ou uma mixtape e limitam-se a postar no facebook e a spammar umas quantas pessoas no chat.

Pronto, está lançado.

E isto não acontece só com artistas que estão a começar e não têm mais apoios. Não, isto acontece com artistas que têm editoras ou labels. Wtf? Então mas vocês têm o apoio e a disponibilidade por parte de uma label para vos promover junto de diversos meios de comunicação e desperdiçam essa oportunidade com posts no facebook?

Vá lá, levem-se um pouco mais a sério.

É má ideia lançar um álbum sem qualquer tipo de estratégia. Não estou a dizer que não postem no facebook quando lançam cenas, mas façam-no como parte de algo planeado com os vossos homies e a vossa crew. Porque o preço de andar a fazer posts à toa no facebook é que nada soa a novidade. A quantidade de posts que vemos e ignoramos todos os dias é subestimada por muitos artistas, e quando finalmente nos aparece no feed algo partilhado por alguém com quem temos gostos em comum (o que torna mais provável gostarmos do projecto a ser promovido) pensamos imediatamente "ah já vi isto em qualquer lado, não é nada de novo".

Tenham consciência que hoje em dia muita coisa passa pelo facebook, mas o facebook não é tudo. Dêem-se ao trabalho de ter um press release e de o enviar para os sites de notícias. Ou então, falem com os autores desses sites directamente. Combinem com a vossa crew três ou quatro dias em que todos postam o teaser / single / whatever. Se têm uma label, deve ser a label a divulgar primeiro e não vocês individualmente.

Acima de tudo, lembrem-se que quando vocês (qualquer pessoa) fazem um post no facebook, a percentagem dos vossos amigos que vê esse post é ínfima - em média, é cerca de 12%. Por isso, não se iludam que estão a falar para o mundo quando postam "NOVO EP METAM LIKE".

E por amor de deus, não andem a espalhar links nos chats. O tempo do marketing intrusivo estilo "PÁRA TUDO O QUE ESTÁS A FAZER E VAI A ESTE LINK OUVIR A MINHA CENA APESAR DE NÃO ME CONHECERES DE LADO NENHUM" se não acabou, está quase. E pelo amor de deus, não peçam likes. Isso é ainda mais deprimente e wanna be do que espalhar links.


Twitter versus Facebook

Dificilmente posso dar lições de moral sobre segmentação de redes sociais. Sou demasiado preguiçosa para isso. Mas hey, eu sou provavelmente a blogger mais irregular da tuga, aprendam com os maus exemplos também. Mas tenho verdadeira apreciação por quem o faz.

Vejamos como exemplo aqui o dia em que o Mac Lethal fez knock out a um gajo num aeroporto. Têm a história relatada no twitter e no facebook. Como podem ver, no twitter foi relatada em tempo real (porque é essa a forma como o twitter funciona) enquanto no facebook foi apenas um post, após o facto consumado.

Mais do que isso, acho que o Twitter é uma rede social especialmente propícia para se mostrar a persnalidade do seu autor. Vejamos alguns exemplos dos meus favoritos e de como eles diferem entre si.

C-Chan (de Slow Suicide Stimulus) versus Tiago Lessa (de Godzilla e Chinchila). Porque é que juntei estes dois? Porque estes dois twitters reflectem perfeitamente as duas pessoas por trás deles. E porque prova que o twitter não é apenas para ser random é para ser radom à maneira de cada um.

RA The Rugged Man versus Aesop Rock. Se não conhecessem já o trabalho destes dois gajos, o twitter de cada um dir-vos-ia tudo o que precisavam de saber.

Immortal Technique versus Frank Ocean. Aquilo que me admira no twitter do Immortal Technique é o quanto ele interage com os fãs, chegando mesmo a escrever grandes textos de 4 ou 5 tweets, que mesmo assim conseguem cativar os fãs e envolvê-los na discussão. Sabem porquê? Porque o Immortal sabe muito bem que fãs tem e para quem é que está interessado em falar. Por outro lado, o twitter do Frank Ocean consegue ser estupidamente minimalista e, ainda assim, ser reconhecível a quilómetros de distância.

E para não das só exemplos bons, deixo aqui dois exemplos de twitters que não me conseguiram cativar: Yogini (eu uso o twitter primordialmente no browser, e no browser as pics não abrem automaticamente, o que faz com que no meu feed só apareçam uma enorme lista de links) e Busta Rhymes (triliões de retweets e montes de posts sobre concertos nos EUA não chega para me despertar o interesse).


Conclusão: as redes sociais são uma ferramenta brutal, incomparável, o mIRC era brincadeira de meninos ao lado disto. Mas aprendam a trabalhar com cada uma das redes, aprendam a colocar conteúdo e a saber onde, e com que timming. Aprendam com os bons exemplos e com os maus exemplos. E diversifiquem. Não façam o mesmo que 500 outras pessoas porque dessa forma não se vão destacar de certeza.

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